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terça-feira, 29 de junho de 2010

PLATONISMO

Quando te vejo passar
Respiro sonhos, quimeras,
Em musas fico a pensar
Mas a todas tu superas.

Tens um rosto amoroso,
Timbre de uma bela mulher,
Que fará tão ditoso
Quem um beijo lhe der.

Teus olhos indescritíveis
Lendas parecem contar
Inspiram paixões indizíveis
Desejos de te abraçar.

Vénus não foi intangível,
Consagra-me o privilégio
Do teu corpo irresistível
Sem cometer sacrilégio.

Embora sejas casada
Cedendo-me um só momento
Senti-te-ás mais mimada
Que no leito do casamento.

Afonso Costa

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